
Essa festa do folclore brasileiro é muito surreal:
O casamento é forjado, o padre comete falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. Ele nunca foi padre, nem aqui nem na China.
Os noivos se separam e voltam cada um para sua casa após a cerimônia.
Há casos em que ele é travestido de mulher, ou ela é travestida de homem.
Os convidados bancam a festa, pagam pelos comes e bebes em barracas, porque os noivos não tinham dinheiro para o buffet.
Aquela história de: Olha a chuva, olha a cobra, a ponte caiu serve para desviar a atenção dos convidados. A quadrilha está pronta.
Segundo o Código Civil, formação de quadrilha é crime.
Tem até delegado na festa, cadeia. As pessoas são presas sem motivo e só podem sair se pagarem fiança. Muitos passam a noite no chilindró. Não existe advogado, nem defensor público.
Uma moça fica numa barraca vendendo beijos. Será que é beijo mesmo? Muito suspeito.
O tal do correio elegante é lavagem de dinheiro. Paga-se para enviar recados escritos num papelzinho para outra pessoa.
Os quitutes são um caso a parte...
Amputaram o pé do moleque pra vender e dizem que é doce. Quentão deixa o cidadão suando e embriagado, naquele friozão de junho.
O vinho é quente porque ninguém consegue beber vinho gelado no inverno.
Tudo acontece em volta de uma grande fogueira que ilumina e aquece o ambiente.
Fala sério, já tinha pensado nisso?